Agricultores de Apuí recebem capacitação em cooperativismo e associativismo

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Por Priscila Rabassa

Com o objetivo de capacitar agricultores da zona rural de Apuí e fortalecer a organização de suas atividades produtivas, o Idesam promoveu, em junho, um curso sobre Associativismo e Cooperativismo voltado para produtores rurais do município.

A capacitação – realizada nos setores Coruja e Três Estados – foi ministrada por Ademir de Lucas, especialista em Extensão Rural e Organização de Produtores da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz (Esalq/USP). Lucas visita o município pela segunda vez com a proposta de fortalecer a autogestão das associações locais.

“Para estimular o sistema de cooperativismo entre os grupos é preciso realizar constantemente essas capacitações focadas na realidade local”, comenta.

A programação consistiu em palestras e discussões sobre planejamento anual da produção, organização das reuniões, revisão de estatuto, prestação de contas, gestão de projetos e comparativos entre as modalidades de associação e cooperativa. Além disso, foram realizadas dinâmicas para descontrair e ao mesmo tempo promover a reflexão sobre alguns aspectos importantes para o grupo.

A atividade faz parte do Projeto Café, desenvolvido desde 2012 pelo Idesam, com apoio do Fundo Vale e do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e parceria com diversas organizações e entidades locais de Apuí.

Pesquisa acompanha iniciativas em Apuí

Durante a capacitação, foi apresentado o resultado parcial de um estudo realizado pela estudante de agronomia Maristela Gomes, também da Esalq/USP, que participa de um estágio profissionalizante sobre o fortalecimento das organizações em Apuí.

De janeiro a abril deste ano, a estudante esteve em campo realizando entrevistas com os produtores e atividades em grupos com uma abordagem participativa. A pesquisa foi desenvolvida através de uma parceria com o Programa de Ensino e Pesquisa em Produção Rural Sustentável do Idesam (PEPEPRS).

Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Figueiredo, do Idesam, a pesquisa detectou várias dificuldades para fortalecer o cooperativismo entre os produtores familiares da região. “A falta de informação e de assistência técnica, a falta de preparo dos associados para gestão e o baixo engajamento são algumas. Por outro lado, o grupo apresenta forte relação de confiança e a existência de interesses comuns”, afirma.

Se no setor Coruja existem dificuldades nas entidades de produtores, na comunidade Três Estados inexiste um grupo organizado em atividade. O histórico de muitas organizações que fracassaram é o fator que mais desmotiva os produtores.

“Nosso objetivo é mostrar a importância e necessidade do cooperativismo e associativo para a organização social e para o desenvolvimento das atividades produtivas”, declara Figueiredo.

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