Estudo busca melhorias para cadeias produtivas de produtos amazônicos

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Um novo estudo, realizado através de uma parceria entre Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM) e a empresa de cosméticos Natura., pretende analisar e propor melhorias para as cadeias produtivas de Andiroba e Murumuru nas comunidades extrativistas da região do Médio Juruá. Essas comunidades estão compreendidas no interior e no entorno de duas unidades de conservação: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uacari (estadual) e a Reserva Extrativista do Médio Juruá (federal).

A parceria foi firmada em maio de 2012 e segue até março de 2013 e compreende três etapas de trabalho: revisão do estado das cadeias produtivas; avaliação do cenário atual e recomendações técnicas e organizacionais e proposta de um Programa de Segurança no Trabalho.

O estudo envolve aproximadamente 400 famílias, distribuídas em 30 comunidades da margem do Juruá, que estão envolvidas nas atividades de coleta de sementes. Trata-se de uma complexa cadeia logística de transporte das sementes de origem florestal, que se estende desde o município de Itamarati, passando por Carauari, até o município do Juruá.

De acordo com André Vianna, coordenador do Programa Manejo Florestal (PMF) do IDESAM e um dos responsáveis pelo estudo, o trabalho avaliará alternativas de melhorias no sistema de produção, podendo aumentar a qualidade dos produtos a um menor custo de produção e com maior retorno financeiro aos coletores de matéria-prima, assim como aumentar a produção sem causar danos ambientais.

“O mapeamento dos atores envolvidos nas cadeias, suas respectivas formas de atuação, assim como os acordos de produção existentes nos ajudará a formular essas alternativas”, explica.

Etapas de pesquisa

Atualmente, os pesquisadores envolvidos estão aguardando a licença de pesquisa dos órgãos gestores das UCs onde será realizado o estudo – ICMBio e Ceuc . Já foi realizada uma série de entrevistas, em Manaus e Carauari, com instituições e pessoas com histórico de atuação no local. O objetivo é obter um panorama atualizado do arranjo organizacional, das atividades e dos estudos já realizados e, a partir daí, direcionar metodologias, análises das cadeias produtivas e propostas de segurança no trabalho. “Depois disso, será realizada uma oficina em Carauari com atores das cadeias produtivas desses produtos”, afirma Vianna.

Para os próximos passos, o pesquisador destaca o mapeamento dos processos existentes nas cadeias produtivas a fim de obter a situação atual do modo de produção, elaborado com entrevistas às instituições CODAEMJ, AMARU, ASPROC e CNS.

Além das entrevistas, a coleta de informações em campo durante as etapas de produção estudadas irá confirmar o resultado. Após mapeamento será quantificado o custo de produção das cadeias, onde serão avaliados: Coleta; Transporte para secadores; Secagem e armazenamento; Transporte para usina; Moagem e secagem na usina; Extração do óleo bruto; Carregamento e Transporte para Carauari; Transporte Final. Em cada processo serão quantificados: rendimento operacional (tempo necessário em horas por homem ou horas por máquina para execução da atividade); custo com mão-de-obra, insumos e aquisição de equipamentos; taxas e custos administrativos.

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