Projeto pioneiro de PSA beneficia produtores de Rondônia

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Por Larissa Mahall,
Edição: Samuel Simões Neto,
Foto: Projeto Reca
Atualizado em 11/5/2016

Os produtores rurais do Projeto RECA, do distrito de Nova Califórnia, em Rondônia, em parceria com a Natura Cosméticos e o Idesam, estão avançando no desenvolvimento de um projeto inovador de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) na região. O projeto, que busca compensar os  produtores rurais pelo importante papel histórico desempenhado na conservação das florestas, irá beneficiar mais de 130 produtores, detentores de aproximadamente 4.000 hectares de floresta.

Liderado pela Natura Cosméticos, o projeto conta com apoio técnico do Idesam para sua concepção metodológica e implementação. Nesse sentido, o Instituto vem atuando desde 2013 no desenvolvimento de estudos de viabilidade, na definição de cenários de referência de emissão de carbono, construção de indicadores socioambientais, e elaboração de estratégias de monitoramento.

No ano de 2014, em parceria com as organizações locais Ecoporé e Rio Terra, foi realizada a etapa de Consentimento Livre, Prévio e Informado sobre o projeto, através de diversas oficinas e reuniões para apresentação da iniciativa e construção coletiva das regras de participação no projeto.

Conforme o gerente do Programa Mudanças Climáticas do Idesam (PMC), Pedro Soares, “os produtores do RECA vem há 25 anos conservando as florestas da região, através da estruturação de uma economia de base florestal, com os Sistemas Agroflorestais e criação da cooperativa agroextrativista”.

“Um ponto fundamental do projeto é a de geração de novas oportunidades para jovens da região. Técnicos agrícolas foram capacitados para realização dos inventários de carbono nas florestas e diagnósticos produtivos dos SAFs, explica Luiza Lima, pesquisadora do Programa de Mudanças Climáticas e REDD+ do Idesam

O Projeto RECA

Criado em 1989, em uma área na divisa dos Estados do Acre e Rondônia, o Projeto RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado) funciona como cooperativa de pequenos produtores especializada na produção de Sistemas Agroflorestais e no beneficiamento de alimentos e produtos orgânicos.

Potencial de geração de créditos de carbono

Através de um estudo de viabilidade realizado em 2013 pelo Idesam a pedido da Natura, foi estimado o potencial de geração de créditos de carbono do projeto, entre 1MtCO2 a 1,4 MtCO2 em um horizonte de 25 anos.

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Conforme Talia Bonfante, coordenadora do Programa Natura Carbono Neutro, os Sistemas Agroflorestais são alternativas sustentáveis para o desenvolvimento da região e para mitigação das mudanças climáticas:

“Os sistemas agroflorestais vêm permitindo, nas últimas décadas o desenvolvimento de uma economia local e a fixação das famílias na região, permitindo a conservação das florestas e o fortalecimento das cadeias produtivas”, finaliza.

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