Emissões institucionais do Idesam em 2012 são neutralizadas

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Emissões institucionais do Idesam em 2012 são neutralizadas

No ano de 2012, o IDESAM emitiu 113,96 toneladas de CO2 no desenvolvimento de seus projetos e nos escritórios de Manaus e Apuí. A informação é do Inventário Interno de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) do Idesam, concluído em março deste ano, e considera as emissões decorrentes de todas as atividades da instituição, incluindo consumo de energia elétrica, deslocamentos aéreos, terrestres e fluviais, entre outras.

As emissões foram compensadas com o plantio de 316 árvores nativas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada entre os municípios de Itapiranga e Sâo Sebastião do Uatumã, leste do Amazonas. O programa já implantou três Sistemas Agroflorestais na RDS, beneficiando três famílias locais, o objetivo é aumentar esse número na medida em que o programa realize novas parcerias de neutralização de emissões.

O cálculo conta com a participação de todos os colaboradores do Idesam, que ao longo do ano preenchem uma planilha de monitoramento e controle de emissões. No início do ano seguinte ao considerado, todos esses dados são recolhidos e analisados pela equipe do Programa Carbono Neutro Idesam (PCN).

As emissões são calculadas de acordo com os padrões estabelecidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Ministério da Ciência e Tecnologia, Cetesb, entre outros, e seguem o Guia de boas práticas para realização de inventários corporativos do GHG Protocol.

A análise das fontes de emissão apontam as viagens aéreas como responsáveis por grande parte da emissão de gases (52%) – o equivalente a 59,2 toneladas –, seguidas pelo consumo de energia elétrica nas duas sedes (18%) e consumo de combustíveis (9%). De acordo com o coordenador do PCN, Pedro Soares, as viagens aéreas são inevitáveis em função das características geográficas do Amazonas, não só em relação ao resto do país, mas também na distância entre os próprios municípios.

“Precisamos de grandes deslocamentos até o local das atividades, realizadas principalmente no interior do Estado, e o combustível das aeronaves libera grandes quantidades de CO2 para atmosfera”, explica.