Café em Agrofloresta

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Café em Agrofloresta

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Apuí, que fica ao Sul do Amazonas, é o oitavo município do Brasil com a maior taxa de desmatamento decorrente da produção pecuária insustentável e sem ganhos sociais.

Diante desse cenário, em 2012, o IDESAM e agricultores locais criam o Café Apuí Agroflorestal, uma iniciativa que resgata as tradições da agricultura familiar, com o uso de tecnologias adequadas e acessíveis aos produtores, além de regenerar áreas degradadas.

Os benefícios sociais e econômicos para as famílias envolvidas no projeto ao longo de toda a cadeia representam um ponto chave da iniciativa, que oferece todo um suporte desde a coleta das sementes para produzir as mudas até a comercialização do café.

Com todo esse trabalho de apoio na cadeia local, o projeto gerou dois produtos: o Café Apuí Agroflorestal (o primeiro do tipo na Amazônia) e o Café Apuí Agroflorestal Orgânico.

Muito mais do que produzir um café amazônico de qualidade, o Projeto Café Apuí Agroflorestal tem como missão fortalecer a cadeia produtiva do “café agroecológico” em no município como alternativa sustentável de geração de renda para conter o desmatamento na região.

O que buscamos

1. Aumento da produtividade e melhoria da qualidade do café através da adoção de técnicas agroecológicas;
2. Consórcio de cafezais com a produção de espécies agrícolas e florestais de interesse econômico e alimentar;
3. Estudos de mercado e incentivo à comercialização e consumo do café agroecológico, agregando valor aos serviços ambientais fornecidos pela agrofloresta, com destaque para os benefícios climáticos.
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O município de Apuí está localizado na região sul do Amazonas, às margens da rodovia transamazônica (BR-230) – principal fronteira de desmatamento do Estado. O desmatamento no município é associado em grande parte à produção pecuária extensiva: muitas áreas de florestas são destruídas e convertidas em pastagens de baixa produtividade, que seguem um ciclo de contínua expansão em novas propriedades.

Desenvolver a economia do município de forma integrada é essencial na luta contra o desmatamento. A produção de café já teve forte contribuição para a economia de Apuí, mas vem sendo abandonada sucessivamente devido a falta de incentivos e assistência técnica e dificuldades na comercialização. Atualmente são apenas 200 produtores de café ativos no município; a produção alcançou a média de 4.960 sacas anuais entre 2008 e 2012, muito aquém do potencial de Apuí.

O Café Apuí Agroflorestal tem grande relevância para os agricultores familiares de Apuí, despontando da produção convencional de café da região.

Atualmente, já são mais de 30 produtores orgânicos (ou em transição para o cultivo orgânico) e a tendência é aumentar ainda mais esse número.

Clique na foto para acompanhar nossas redes sociais e conhecer mais sobre os nossos produtores parceiros.

Por ser uma técnica de produção que imita a dinâmica natural das florestas, combinando diferentes espécies florestais e agrícolas, a agrofloresta garante diversificação de alimentos para as famílias e maior resiliência para o cafezal contra pragas e eventos climáticos extremos.

Nossas agroflorestas recuperam áreas degradadas com espécies nativas sem a utilização de agrotóxicos.

O consórcio das plantas de café com espécies florestais – técnica conhecida como agrofloresta, ou “floresta produtiva” – permite o sombreamento do cafezal, o que altera o microclima local, diminui a luminosidade e torna o ambiente mais úmido e equilibrado.

A medida que avançamos nossos plantios de café também aumentam as áreas reflorestadas. Quando estamos plantando café, estamos plantando a floresta com andiroba, castanheira, cumaru, açaí entres outras espécies que geram renda e ainda influenciam na qualidade final do Café Apuí Agroflorestal Orgânico.

Esses fatores, trabalhados de maneira adequada,  contribuem para aumentar a produtividade e qualidade do grão e viabilizam a produção orgânica, que não gera impactos à saúde humana ou ao ambiente pela ausência de produtos químicos. Assim, o café a ser produzido em Apuí pode ser direcionado para a obtenção de reconhecidas certificações.

Agregando valor ao produto e diversificando a produtividade geral da lavoura, essas práticas são de grande interesse econômico e social. Não menos importante é o fator ecológico, uma vez que a produção do café em agrofloresta conserva maior biodiversidade no sistema e mais nutrientes no solo, além de evitar o desmatamento da área de produção.

Entre as atividades que geram benefícios diretos aos produtores também estão: a análises de mercado e prospecção de parceiros para o Café Apuí; estudos técnicos e diagnósticos das propriedades integrantes do projeto; oficinas de capacitação de produtores de café e técnicos locais; apoio à estruturação dos produtores e da comercialização da produção; eventos de intercâmbio entre produtores de Apuí, Rondônia e Costa Rica; elaboração do “Guia para Produção Sustentável de Café na Amazônia”; Monitoramento e quantificação do sequestro de carbono gerado pelo Café.

Mapa de Atuação

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Nossos parceiros

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