Colhidas as primeiras áreas de manejo florestal em terra firme em uma Unidade de Conservação do Amazonas

6 de abril de 2011

 

Em março de 2011, as primeiras árvores aptas a corte em duas áreas de manejo florestal comunitário na RDS do Uatumã foram colhidas. Estas são as primeiras áreas de manejo em terra firme a serem colhidas em uma Unidade de Conservação do Amazonas.

 

A madeira proveniente das áreas de manejo foi comercializada para a empresa responsável pela construção de casas dos próprios comunitários da Reserva, através do crédito instalação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Dessa forma, a madeira permanecerá na própria Unidade de Conservação, beneficiando seus moradores. A colheita florestal resultou em 77,41 m³ de madeira na área de manejo florestal das comunidades Monte Sião do Leandro Grande e Nossa Senhora do Livramento.

 

Foram elaborados para a RDS do Uatumã 14 Planos de manejo Florestal Comunitário. Desse total, seis já estão licenciados: dois iniciaram seu processamento e outros quatro planos estão em fase de busca de compradores interessados em aquisição de madeira manejada da Unidade de Conservação. Interessados podem entrar em contato com o Idesam (colaborador e responsável técnico dos planos de manejo) ou diretamente com os moradores da Reserva.

 

Os oito planos restantes estão em processo de licenciamento junto ao órgão ambiental, sendo que um deles está em fase final de licenciamento e os outros sete ainda aguardam definição sobre a questão fundiária.

 

O manejo florestal de pequena escala em Unidades de Conservação de Uso Sustentável (Reserva de Desenvolvimento Sustentável, Reserva Extrativista e Floresta Estadual ou Nacional) é uma fonte segura e sustentável de geração de renda para os moradores dessas áreas, reconhecendo e agregando valor ao modelo de vida de baixo impacto desenvolvido por eles e sem comprometer a saúde do ecossistema florestal. Como exemplo, os planos de manejo da RDS do Uatumã utilizam apenas 1,64% de toda área da Reserva e podem gerar para as comunidades mais de um milhão de reais por ano.

 

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