Cidades Florestais

A partir de 2018, cinco organizações sociais dos municípios de Apuí, Carauari, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves e Lábrea serão beneficiadas pelo projeto Cidades Florestais. Elas fazem parte da primeira fase de um plano estratégico para promoção do uso múltiplo da floresta, por meio do fomento ao manejo florestal em pequena escala e da produção de óleos vegetais de origem familiar e comunitária. O projeto possui ainda uma segunda fase, quando irá atuar junto a outras 10 organizações sociais de municípios da mesma região da fase inicial.

O Cidades Florestais vai estruturar duas novas linhas de produção de óleos vegetais, com mini-usinas de beneficiamento em Apuí e na RDS do Uatumã, além de apoiar melhorias em outras três já existentes. O projeto visa minimizar a baixa adesão de tecnologias atuais e inserir novas ferramentas que auxiliem na produção florestal.  Quanto à produção madeireira, o  projeto apoia a implantação de 25 planos de manejo, executados por 15 organizações sociais, com meta de ampliação de 40% da oferta atual de madeira proveniente de planos de manejo madeireiros de pequena escala no Amazonas.

O projeto prevê, ainda, a estruturação de uma Central Florestal, espécie de núcleo tecnológico, assim como, o desenvolvimento do aplicativo Cidades Florestais. Estes possibilitarão a execução de extensão florestal em larga escala, com baixo custo e mais atrativa ao público jovem.

Com orçamento total de R$ 12 milhões e previsão de 36 meses para ser implantado, o Cidades Florestais é uma iniciativa do Idesam em parceria com o Fundo Amazônia, que utilizará recursos provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

[lvca_tabs style=”style5″ mobile_width=”600″][lvca_tab icon_type=”icon” icon_fontawesome=”fa fa-history” tab_title=”Contextualização”]O manejo florestal comunitário, madeireiro e não madeireiro, tem sido apontado como uma ferramenta para a redução do desmatamento, pois se caracteriza como uma importante fonte de renda sustentável aos manejadores e uma alternativa às práticas predatórias de exploração convencional.

Quando realizado de forma comunitária, o manejo tem potencial de fortalecer o espaço social e político das famílias e da comunidade – uma vez que devem agir como protagonistas no processo de produção e organização – além de proporcionar a inclusão produtiva, garantia de renda e maior apropriação sobre a terra. Entretanto, há barreiras a serem superadas para a consolidação do manejo florestal comunitário, tais como: a garantia de acesso e uso da floresta, o fortalecimento da organização social, o crédito, a assistência técnica e o acesso ao mercado.

O fomento ao manejo é particularmente relevante no estado do Amazonas, que, por um lado, detém a maior área de floresta conservada da Amazônia, mas, por outro, apresentou o maior crescimento do desmatamento entre os anos de 2015 e 2016. Ainda que aproximadamente 10% da área do estado do Amazonas seja destinada ao extrativismo vegetal, a participação dos planos de manejo madeireiro de pequenos produtores em relação ao volume total licenciado foi pouco expressiva: 4% durante o período de 2010 a 2014. E, de acordo com estudo do Idesam, somente 20% do volume de madeira licenciado em 2014 por planos de manejo de pequena escala elaborados pela instituição foram comercializados.[/lvca_tab][lvca_tab icon_type=”icon” icon_fontawesome=”fa fa-file-text-o” tab_title=”Documentos”]

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